“No meu governo, o Estado será gerido como uma empresa”, garante Merisio no Extremo-Oeste

Para investir em infraestrutura, que é fundamental para o crescimento da economia, é preciso ter alavancagem de longo prazo, defende candidato

“Para investir em infraestrutura, que é fundamental para o crescimento da economia, você tem que ter alavancagem de longo prazo, porque a competitividade que você ganha com esse investimento vai gerar impostos que vão pagar o financiamento. Qualquer empresa faz isso e o Estado tem que ser gerido com essa premissa”.

A afirmação é do candidato a governador Gelson Merisio (PSD), que neste sábado (15) cumpriu agenda nas cidades de São José do Cedro, Guaraciaba e São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste. Acompanhado de lideranças como os prefeitos Luciano Buligon (Chapecó), Vilson Trevisan (São Miguel do Oeste), Plínio de Castro (São José dos Cedros) e Roque Luiz Meneghini (Guaraciaba), Merisio percorreu a região em carreata e conversou com moradores.

O candidato da coligação “Aqui é Trabalho”, que traz no currículo a experiência de quem já foi presidente da FACISC, a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina, que reúne mais de 34 mil empresas catarinenses, e também presidente do SEBRAE/SC, voltou a destacar a necessidade de o Estado agir de maneira firme para garantir o desenvolvimento de todas as regiões. Para Merisio, as declarações de integrantes do atual governo, de que Santa Catarina é um Estado “quebrado”, não condizem com a realidade financeira do Tesouro Estadual e demonstram desconhecimento de preceitos básicos de contabilidade nas finanças públicas.

Foto de Marcus Quint

 

Além dos recentes reconhecimentos de rankings nacionais, que colocam SC no topo da gestão pública no país, nos últimos 15 anos o chamado resultado primário de Santa Catarina foi positivo, ou seja, a receita vem sendo maior que a despesa. Com relação à dívida, para 2018 a projeção é que o Estado comprometa 6% da sua receita com sua amortização, percentual que em 2010 chegou a 12%.

“Portanto a dívida é um problema de longo prazo que precisa ser sempre equacionado, renegociado. Mas o perfil da nossa dívida é absolutamente sustentável. Aliás, o Tesouro Nacional diz que o Estado pode ter até 200% da sua receita líquida comprometida com financiamento a longo prazo, nós estamos bem abaixo de 100%, ainda muito longe do limite”, explica o candidato.

“A minha intenção é inclusive buscar mais financiamentos para, com isso, alavancar o crescimento do Estado. Como é que uma empresa cresce? Ela faz projetos com critérios, que tenham sustentação econômica e que com a receita gerada com essa nova economia ela pague o financiamento. Isso que o Estado tem que fazer”, defende o candidato.

Foto de Marcus Quint