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Agricultura, liderança e o caminho da Inovação

Agricultura, liderança e o caminho da Inovação

Já temos um modelo extremamente bem sucedido na agricultura catarinense, referência nacional e internacional na qualidade da sua produção. Nossas barreiras sanitárias nas divisas e na fronteira de Santa Catarina nos levaram a um status de Estado livre de febre aftosa e, como é típico do trabalho duro catarinense, a uma conquista única no mundo. O Japão alterou sua própria legislação para poder comprar a carne suína catarinense, para poder tratar nosso estado como um país à parte. Por isso, no mercado internacional, temos acesso aos compradores mais exigentes ao redor do mundo, como os Estados Unidos e a Coreia do Sul, que começará a comprar em breve.

 

Tudo isso tendo como base a produção em pequenas propriedades familiares, grandes patrimônios do nosso Estado. Além de mais de 80% dos trabalhadores no campos estarem concentrados na agricultura familiar, ela responde pela maior parte da produção de quase todos nossos produtos agropecuarios, uma longa lista de destaque, carne suína, milho, carne de frango, mandioca, leite, feijão, carne bovina e arroz.

Mais do que isso, elas concentram nosso potencial de crescer. Precisamos de condições para o aumento de renda nas propriedades e isso só virá com maiores condições de produtividade e competitividade. A região Oeste concentra a maior parte da população na área rural, da área plantada e dos rebanhos de frangos, porcos e bois. Por isso, é a origem das exportações que colocam Santa Catarina em destaque no mercado internacional do agronegócio.

 

A duplicação da BR-282 até Campos Novos e depois a ligação com a BR-470 totalmente duplicada, isso será o que manterá nosso modelo de equilíbrio entre todas as regiões. A 282 e a 470 são uma artéria que nos conecta com os portos.

“Mas nossa artéria está entupida. Sem consertamos isso, o sistema irá infartar”,alerta Gelson Merisio.

 

Outro ponto extremamente importante é a viabilização do corredor do milho, com melhorias urgentes e mais que necessárias na SC 163 e na BR 282 no trecho entre Chapecó, São Miguel do Oeste e Dionísio Cerqueira. Sempre digo. Não importa se é responsabilidade Federal ou Estadual, a população quer ver as soluções. E é pra isso que temos que trabalhar sempre. A chegada do insumo milho com um custo menor vai devolver muito da competitividade para a agricultura catarinense.

 

Infraestrutura é também fazer com que a fibra ótica chegue mesmo aos nossos menores municípios. Onde não for possível no curto prazo, há também uma tecnologia que permite levar banda larga pela rede elétrica chamada PLC (Power Line Communication). Possibilidade já existem, o que precisamos agora é potencializar para aumentar o alcance. Vai ser esse acesso à inovação que permitirá ao jovem permanecer no campo.

E não é apenas uma questão de continuar a produção familiar, apesar de isso ser importante para o modelo equilibrado construído em Santa Catarina. É também a necessidade construirmos uma nova vocação paralela ao empreendedorismo no campo.

“Precisamos construir essa outra matriz que dará horizonte de permanência para os jovens na sua região”, desenha para o futuro.

Hoje, há em construção apenas um centro de inovação em Chapecó em todo o Oeste, por exemplo. Precisamos ter um em São Miguel do Oeste, em São Lourenço do Oeste, em Maravilha, irmos criando essa nova vocação com base na tecnologia.